Tornando-me vegano(a)
Para se
tornar vegano(a), você não precisa virar um(a) especialista em nutrição, não
precisa ser rico(a) nem pertencer à classe média, não precisa gastar horas do
seu dia lendo rótulos, não precisa comer em lugares especiais nem comer comida
especial, não precisa cheirar mal ou deixar de escovar os dentes, não precisa
se desligar da sua igreja... O único requisito que você precisa preencher é ser
uma pessoa que acha essencial respeitar às outras e a si mesmo. E se você
chegou até aqui, não há dúvida de que esse é exatamente o seu caso.
A fase de
adaptação ao vegetarianismo (a dieta do(a) vegano(a), a que exclui todo e
qualquer produto oriundo da escravidão, como mel, laticínios, ovos e carnes) é
curta e indolor. Provavelmente após duas semanas, seu corpo já estará bem
acostumado. Então se há um momento ideal para começar, esse momento é agora.
Só lembre
que o vegetarianismo é uma dieta, e não um regime. É algo que vai
acompanhá-lo(a) para sempre (ou ao menos enquanto você for ser essa pessoa
consciente e respeitosa que é hoje, e normalmente isso não muda). Então coma
bem, nada de ficar só na saladinha. E diversifique! Uma alimentação que
respeita os animais conta com uma variedade enorme de cereais, feijões,
verduras, castanhas, legumes e frutas, disponíveis na maioria dos restaurantes
por quilo brasileiros. Você pode dar uma olhada em uma pitada de nutrição se
quiser algumas informações gerais sobre nutrição vegetariana. Depois de algum
tempo, você vai acabar notando que não só o seu corpo mas também o seu bolso
agradece.
Quanto a
seus antigos artefatos de couro e outros tipos de pele, lã ou seda, você pode
substituí-los por produtos sintéticos, e talvez os queira dar para alguém sem
condição financeira mínima de comprar suas próprias coisas.
Quanto aos produtos de higiene e cuidados
pessoais, é só procurar seu próximo sabonete, xampu, pasta de dente, loção,
creme ou batom de empresas que não aparecem na lista de empresas sádicas
(aguarde), e sem ingredientes produzidos à base da escravidão (veja decifrando
rótulos - aguarde). Dá, sim, um pouquinho de trabalho no início. Mas felizmente
esse não é o tipo de consumo que temos que fazer todo dia, e uma vez que
identificamos os produtos e as respectivas marcas que mais nos agradam, a
pesquisa já está feita para sempre (ou até que a empresa mude a fórmula).
A questão
do uso de animais para entretenimento é bastante simples. Basta não comprar
(tenha você feito isso no passado ou não) animais “de estimação” (sejam cães,
gatos, hamsters, peixes, pássaros ou o que quer que seja), não ir a zoológicos,
aquários, circos que usam animais, rodeios, vaquejadas, denunciar rinhas e
qualquer uso de animais para fins de entretenimento que já seja ilegal em sua
cidade. Se você mora com um animal não-humano, quando precisar comprar produtos
para ele, dê preferência a uma pet shop que não movimente dinheiro sujo
(do ponto de vista moral), isto é, uma pet shop que não venda animais. Se
o animal que mora com você é um cão, é interessante notar que já existe uma
marca de ração vegetariana balanceada para cães no Brasil, veja aqui.
Caso você tenha espaço e tempo na sua vida para cuidar de um animal
não-humano, é fácil adotar um (infelizmente, há muitos cães e gatos nas ruas de
qualquer grande cidade brasileira). Estes ou foram abandonados ou descendem de
um animal que foi abandonado (que por sua vez descende de um escravo num
criatório comercial). Passados muitos séculos de domesticação, esses animais se
tornaram extremamente dependentes de nós. A castração é uma medida necessária
para rompermos com esse ciclo de escravidão e dependência.
Feito isso,
você já pode e deve se considerar um(a) respeitador(a) de animais, um(a)
vegano(a)! Há alguns lugares na internet em que você pode encontrar veganos e
veganas mais experientes que podem te ajudar pessoalmente, trocando
experiências, idéias, informações e dicas. Veja
na nossa seção de links (aguarde).
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