Aqui você encontra uma panorâmica da escravidão contemporânea, a dos animais não-humanos.
Exploramos os bovinos para carne e leite, principalmente.
Bovinos: São mortos entre os 2,5 e 5
anos de idade. Sua expectativa de vida natural é de 20-25 anos. Devido a
décadas de seleção genética, foram desenvolvidas raças “leiteiras”, que dão até
cinqüenta vezes mais leite que o filhote mamaria (se lhe fosse concedido esse
direito). São inseminadas duas ou três vezes na vida, para que “dêem” leite. Se
o filhote for fêmea, ela será uma nova vaca leiteira para o pecuarista, e terá
o mesmo destino da mãe. Se for macho, será destinado apenas ao corte.
Possivelmente, será separado da mãe logo após seu nascimento, para ser preso
num caixote sem poder se mover por 4-5 meses, para então ser abatido. Sua
carne, a tal “vitela” ou babybeef, é branca e macia porque o bezerro foi
propositalmente deixado anêmico e sem poder desenvolver músculos. Além da carne
e dos laticínios, componentes de diversos produtos têm origem na exploração dos
bois e das vacas. Por exemplo, a gelatina nada mais é que ossos e tendões
triturados de bois e porcos. A glicerina que está presente em alguns sabonetes
e colas também pode ter sido obtida a partir desses animais.
Galinhas criadas em gaiolas de bateria.
Galináceos: São mortos ainda bebês, na sétima semana de vida, se destinadas apenas ao corte (os chamados “frangos”). Outras galinhas são destinadas também à produção de ovos. Nascem em chocadeiras elétricas, e seus irmãozinhos machos são mortos logo no primeiro dia de vida, por não terem utilidade para o explorador. Por volta de um ano e meio de idade, após darem uns duzentos ovos, são mortas por causa de sua carne. Sua expectativa de vida seria de 15-20 anos. Tudo isso vale tanto para granjas industriais ou familiares.
Suínos: Logo que dão à luz, as porcas matrizes são novamente inseminadas. Seus bebês, que normalmente são desdentados e castrados a sangue-frio, são desmamados muito antes do tempo normal, a um mês de vida. Dali a alguns meses, são içados pelas patas e esfaqueados no coração. No dia seguinte, já viraram presunto, mortadela e torresmo.
Peixes morrem por asfixia e descompressão.
Peixes: Têm talvez a morte mais terrível de todas: a morte por asfixia, que pode durar alguns minutos, depois que foram puxados para fora da água. É a espécie com o maior número de indivíduos transformados em propriedade dos humanos.
Abelhas: Roubamos os alimentos que as próprias abelhas
fabricam exclusivamente para proveito de sua comunidade: o mel e a geléia real.
Destruímos também suas construções para retirada de própolis, uma proteção da
colméia.
Zoológicos e aquários: Para
satisfazer a curiosidade humana, animais das mais diversas espécies são
retirados de seu habitat natural e encarcerados para virarem objeto de
observação, como que numa vitrine.
Circos: Animais não-humanos são forçados a apresentar números humilhantes para divertir os humanos.
Cães, gatos, peixes e pássaros: São reproduzidos em “fábricas de filhotes” para depois serem vendidos em pet shops. Quando não mais desejados são abandonados nas ruas. De lá vão parar no Centro de Controle de Zoonoses local, onde geralmente são mortos em nome do “controle populacional”. Quanto aos pássaros e peixes, estão destinados a serem esquecidos em uma gaiola ou aquário pelo resto de sua vida. Isso porque, com a domesticação, os indivíduos de algumas espécies perdem a capacidade de procurar seu próprio alimento e não podem ser reintroduzidos na natureza.
Rodeios e vaquejadas: Vacas, bois,
bezerros e cavalos são incitados a agir agressivamente através de dispositivos
de tortura, para em seguida serem “domados” por seres humanos que se vangloriam
por sua suposta valentia.
Caça
e pesca: Animais são caçados e pescados para diversão humana.
Depois de retirados da água, os peixes morrem de asfixia e descompressão.
Estudos demonstram que a sensibilidade do aparelho bucal dos peixes é similar
aos órgãos genitais humanos. Na modalidade “pesque e solte” os animais, após
serem soltos, morrem devido aos ferimentos das iscas. Na caça são utilizadas
armadilhas que podem fraturar gravemente animais, e alguns chegam a se
automutilar na tentativa frustrada de fuga.
Couro: É a pele da vaca ou
do boi, geralmente proveniente da Índia ou do Brasil.
Lã: Manipuladas geneticamente
para o aumento de sua produção de lã, ovelhas são tosquiadas, perdendo assim a
proteção de suas delicadas peles. Mais tarde, são mortas por causa de sua
carne.
Seda: Destruímos as
construções do “bicho-da-seda”, a larva de uma espécie de mariposa, que depois
é morto por desidratação ou em água fervente.
Produtos diversos que podem ter sido testados
em animais, como sabonetes, perfumes, xampus, loções, pastas de dente, batons,
cremes, protetores solares etc.:
Estes certamente foram ou testados em animais
ou tiveram a fórmula copiada de um medicamento que foi testado em animais. A
lei brasileira da ANVISA exige que qualquer medicamento comercializado deve ser
previamente testado em animais.
Detergentes, desinfetantes, limpadores
multiuso, esponjas e tintas: Estes e outros produtos do
lar podem ter sido testados em animais. Alguns podem também conter glicerina de
origem animal, feita a partir de ossos de animais.
Cursos de Ciências Biológicas, Psicologia,
Medicina humana e veterinária: Estudantes,
funcionários(as) e professores(as) podem ser impelidos a praticar vivissecção
em aulas práticas. É possível, porém, recorrer à objeção de consciência, um
direito garantido pela constituição brasileira.